Servidores da Fepam temem esvaziamento do órgão

Além de uma ação por improbidade administrativa, a gestão de Ana Pellini na Fepam, durante o governo Yeda Crusius, também gerou uma ação trabalhista por danos morais.

Na semana passada, algumas das principais entidades ambientalistas do Rio Grande do Sul divulgaram manifesto contra a indicação de Ana Pellini para dirigir a SEMA.

Servidores da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) estão preocupados com o possível esvaziamento do órgão no governo Sartori. Eles temem que a nova secretaria acabe invadindo competências que hoje são próprias da fundação. Na estrutura atual, o papel da SEMA é formular as políticas que são executadas pelos órgãos ligados a ela, como a Fepam.

O temor é que haja uma sobreposição de competências nas tarefas de fiscalização e licenciamento ou que essas atividades saiam da esfera da Fepam, o que poderia significar um enorme esvaziamento do órgão. Isso seria um retrocesso em dois sentidos: além de desvirtuar a função da SEMA de elaboração das políticas ambientais, colocaria por terra um dos grandes esforços da atual gestão na Fepam, que foi a revisão da normatização e a criação de um departamento de fiscalização.

O temor dos servidores da Fepam vai ao encontro do teor do manifesto divulgado, semana passada, por um grupo de entidades ambientalistas do Rio Grande do Sul contra a indicação de Ana Maria Pellini para dirigir a SEMA. O documento assinala, entre outras coisas, que na gestão de Ana Pellini na Fepam, durante o governo de Yeda Crusius, foram emitidas licenças ambientais que resultaram em várias ações judiciais por descumprimento da legislação ambiental.

Sobre maweissheimer

Bacharel e Mestre em Filosofia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Trabalho com Comunicação Digital desde 2001, quando foi criada a Agência Carta Maior, durante a primeira edição do Fórum Social Mundial. Atualmente, repórter no site Sul21 e colunista do jornal Extra Classe.
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Uma resposta para Servidores da Fepam temem esvaziamento do órgão

  1. Zé Ruas disse:

    Um terço dos funcionarios concursados recebe algum tipo de incremento (por Função Gratificada).
    Nenhum colocou seu cargo a disposição, ninguem rasga dinheiro.
    Com isto a Pelinni não tem nenhuma critica interna. São quase R$150.000,00 por mês de FGs, muitas delas inidcadas pelo PT/Tarso/Nilvo.
    Todos FGs quietos recebendo o seu. Só irão abrir o bico se mudarem chefias, então a ideologia voltará.
    Até lá a FEPAM, por conta de $$$, fica quieta.

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