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Mais uma da Folha (Falha) de S. Paulo

(Reprodução: Falha de São Paulo)

Por Flávio Aguiar

Em sua coluna, o jornalista Jânio de Freitas escreveu: “É mais fácil encontrar fora dos autos e da sentença os motivos da condenação de Lula do que acha-los ali, convincentes e provados, como pedem as condenações e a ideia de justiça”.

Entretanto, a chamada da capa para a coluna do jornalista diz (versão lida na página da internet às 04:20, hora de Brasília, de 13.07.2017):

“Jânio de Freitas – É mais fácil encontrar motivo da condenação de Lula nos autos”.

Durma-se com uma Folha (Falha) destas!

Folha assume o golpe

Folha de S.Paulo emprestou seus carros para órgãos de tortura da ditadura implantada no Brasil pelo golpe de 64.

Folha de S.Paulo emprestou seus carros para órgãos de tortura da ditadura implantada no Brasil pelo golpe de 64.

Caco Schmitt

Em um editorial que entra para a história mundial como uma das páginas mais vergonhosas da imprensa, a FSP pede a renúncia de Dilma e de Temer. Publicado às 17h do sábado, 2 de abril, lá pelas tantas afirma: “Esta Folha continuará empenhando-se em publicar um resumo equilibrado dos fatos e um espectro plural de opiniões (nota minha: ahahahahahahhh), mas passa a se incluir entre os que preferem a renúncia à deposição constitucional”.

Como todos os veículos a serviço do golpe (Globo, Veja, Isto É, Época, Estadão…), a FSP acusou a resposta das ruas e perdeu o rumo e o senso de ridículo. Tira a máscara de falso democrata e assume a sua verdadeira cara: ditatorial, de quem apoiou a ditadura militar de 64, emprestando seus veículos para os agentes da repressão caçar militantes. E, não contente com esse passado vergonhoso e podre, agora trabalha para o golpe às claras, sem meias palavras.

A FSP sabe que o povo não quer golpe e está pressionando os políticos contra a manobra parlamentar, já não tão tranquila assim. Então, afirma no editorial: “Mesmo desmoralizado, o PT tem respaldo de uma minoria expressiva; o impeachment tenderá a deixar um rastro de ressentimento…”. Por isso, pede a renúncia. Até na sua declaração oficial de golpista, a FSP mente, manobra. Minoria expressiva? Milhões estão nas ruas e a cada dia mais e mais… e não é o PT que tem respaldo, é a democracia que a maioria do povo brasileiro não quer ver enterrada por golpistas que se travestem de empresários da comunicação, mas, na verdade, seus negócios se alinham com o dos empresários golpistas da FIESP.

Há muito as empresas de comunicação deixaram de ser empresas de comunicação, são apenas um negócio que envolve telefonia, mineradoras, participação nas migalhas deixadas pelo grande capital internacional. Não defendem a liberdade de imprensa nem o “espectro plural de opiniões” e sim se transformaram num balcão obscuro de negócios sujos que atropelam a liberdade de imprensa e os reais interesses da nação e de seu povo.

A FSP nada mais fez do que se alinhar aos golpistas que querem saquear, de verdade, o País a longo prazo. Empresários fracassados e incompetentes que só sobrevivem sob o guarda-chuva dos especuladores internacionais e das grandes corporações mundiais. Mas, felizmente, ao assumir esta postura, perdeu o disfarce. Agora, o jogo é claro: Isto É, Veja, FSP, Época, Globo formam o PIG (Partido da Imprensa Golpista) e, sem maquiagem nem disfarce, trabalham sem pudor para o fim do governo popular, mesmo colocando o país à beira de uma guerra civil. Cadeia para estes empresários traidores do povo e da Pátria

Este editorial não pode ficar sem resposta. Não vai ter golpe. Não vai ter renúncia. Não vai ter Folha golpista.

Paulo Pimenta: Folha de S.Paulo ataca quem investiga a Zelotes

Paulo Pimenta: "A mídia faz diversas tentativas para desqualificar tanto a Zelotes quanto o episódio das contas secretas do HSBC na Suíça, conhecido como escândalo Swissleaks" (Foto: Divulgação)

Paulo Pimenta: “A mídia faz diversas tentativas para desqualificar tanto a Zelotes quanto o episódio das contas secretas do HSBC na Suíça, conhecido como escândalo Swissleaks” (Foto: Divulgação)

Paulo Pimenta (*)

Para minha surpresa, nesta quinta-feira (21), o colunista da Folha de S.Paulo Leonardo Souza iniciou uma “cruzada” contra todos aqueles que lutam para que não haja uma operação abafa sobre a Operação Zelotes. Acuada que está, a mídia faz diversas tentativas para desqualificar tanto a Zelotes quanto o episódio das contas secretas do HSBC na Suíça, conhecido como escândalo Swissleaks, pois ela não sabe QUEM as investigações poderão “pegar”.

O que se sabe é que nesses dois escândalos bilionários de sonegação há empresas de mídia e nomes ligados a grupos de comunicação envolvidos. Como a imprensa não controla esses episódios, ela busca estratégias para retirar a autoridade do trabalho investigativo da Polícia Federal e do Ministério Público Federal, ou daqueles que buscam dar visibilidade à Operação Zelotes.

A imprensa, basicamente, não se ocupa da Operação Zelotes por três motivos: o escândalo bilionário não envolve a classe política (os envolvidos são empresas privadas, anunciantes da própria mídia); há grupos de mídia investigados; e por que parte da imprensa sustenta que sonegar é um ato aceitável, e que não se trata, portanto, de corrupção.

Chama atenção que o colunista Leonardo Souza jamais se deteve em profundidade ao assunto para informar à sociedade o que é o Carf, o que é a Operação Zelotes, como é que agiam as quadrilhas que se apropriaram de uma estrutura como o Carf para defesa dos seus próprios interesses. Pelo que se sabe, o colunista não moveu até agora uma palha para tentar esmiuçar o assunto. Quando não cala sobre a Zelotes, o colunista Leonardo Souza prefere fazer juízo de valor sobre a minha atuação, tentando colocar sob suspeita as reais intenções do nosso trabalho.

Lamento que, mesmo tendo gasto grande quantidade de papel e tinta acompanhando a Operação Zelotes e a nossa atividade parlamentar, o colunista da Folha de S.Paulo o faça sem reconhecer a realidade dos fatos, sob a frágil alegação de que os esforços engendrados por nosso mandato tenham a única finalidade de desviar a publicidade da operação Lava Jato. Qual o motivo de tratar a Lava Jato e a Zelotes como concorrentes, e não como casos de corrupção de forma semelhante, respeitando o direito que a sociedade tem de ser informada? Se o raciocínio do tal colunista procedesse, seria possível afirmar que a mídia só cobre a Lava Jato com objetivo de ofuscar a Zelotes.

Sim, Leonardo, que as autoridades investiguem a fundo a Lava Jato, a Zelotes, o HSBC, o Mensalão Tucano, o Trensalão Tucano de São Paulo e todos os casos de corrupção do país, bem diferente do que ocorria até o final dos anos 1990, quando muitos casos de corrupção eram engavetados. E que a imprensa, por sua vez, noticie todos os casos de corrupção do país.

E quando for cobrada de que não está cumprindo com o papel de informar e servir ao cidadão, de que está agindo como a quadrilha que atuava no Carf defendendo apenas seus próprios interesses, que a imprensa não busque o caminho dos ataques, da desqualificação e das suposições baseadas em ufanismos editoriais ideológicos. Que não seja autoritária como os censores da ditadura! Que não tente calar e sufocar a voz daqueles que buscam chamar atenção para a roubalheira que foi feita no Carf. Que não censure! Que não faça o que justamente critica. Combata a censura, a si próprio, e não quem defende a liberdade para se falar da Zelotes e de todos escândalos de corrupção.

Por respeitar e confiar na independência do poder judiciário é que buscamos tratamento isonômico a todas as investigações criminais envolvendo o desvio de verbas públicas. Acreditamos que entre os excessos a Operação Lava Jato e a negligência dedicada à Operação Zelotes deve existir um caminho do meio.

As estratégias da mídia são velhas conhecidas. O que há de novo é que, agora, não há mais como impedir que o público tenha acesso às informações de que os grandes grupos de comunicação estão envolvidos tanto no Swissleaks quanto na Zelotes, que apuram sonegação fiscal, corrupção, tráfico de influência e lavagem de dinheiro.

Infelizmente, a imprensa brasileira trabalha os casos de corrupção não a partir do ato em si, mas, sim, a partir de quem praticou a corrupção e quem está envolvido nesses escândalos. Só depois desse filtro, dessa censura prévia, e só depois de verificar se não irá atingir interesses dos grupos econômicos influentes, é que a imprensa decide qual o tamanho da cobertura jornalística que dedicará, ou, então, se irá varrer os acontecimentos para debaixo do tapete, sumindo com esses fatos do noticiário.

A mídia conhece, mais do que ninguém, os limites da sua liberdade de expressão, até onde pode ir e sobre o quê e quem falar. Nesse sentido, e parafraseando o próprio colunista Leonardo Souza, “é uma pena que o ímpeto apurativo da imprensa brasileira não se dê pela vontade genuína de ver um Brasil limpo da corrupção”.

(*) Paulo Pimenta, jornalista e deputado federal pelo PT-RS.

O passado que delata o presente


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Ayrton Centeno

Todo dia é dia de erguer as mãos para o céu e agradecer à brava imprensa brasileira. Se o Judiciário tornou-se um covil de apaniguados, o Legislativo entregou-se à mazorca e o Executivo urde artimanhas sinistras, onde estaríamos sem suas luzes guiando nosso áspero caminho em meio à escuridão? Sem seu farol de profissão de fé democrática? Seríamos presas fáceis das tenazes do Foro de São Paulo e de sua doutrinação alienígena, instrumentada por Gramsci do além-túmulo. Nada mais incompatível com nossas caras tradições cristãs. Fora da mídia, inexiste democracia na nação.

Para atestar o destemor da imprensa empresarial ao longo da história do Brasil viajamos a algum lugar do passado. Escolhemos uma edição e um diário – mas poderiam ser dezenas de diários e milhares de edições – para comprovar a audácia quase suicida dos colossos que conduzem as mega-empresas de comunicação. Benfeitores estóicos, de peito aberto e desafiador, pondo de lado seus próprios interesses em prol do amor à verdade. Avante, pois.

“O Brasil comemora seis anos da Revolução”, proclama a manchete de capa. É o dia 31 de março de 1970. Haverá concerto da Banda da Guarda Municipal, inauguração da escola, distribuição de comida e desfiles de tropas e de escolares. No texto, o vice-almirante Silvio Figueiredo nos esclarece que “a Revolução de 64 foi a vitória dos valores espirituais”. E o general Orlando Geisel sustenta que as forças armadas encarnam “os meios democráticos da mais alta importância para garantir o desenvolvimento brasileiro”. Magistral formulação, ainda mais se considerarmos que o autor da frase é o mesmo oficial que ordenou o bombardeio democrático do centro de Porto Alegre em 1961, durante a crise da Legalidade. Então, chefiava o gabinete do ministro da Guerra, Odilio Denys, outro democrata de quatro costados. Desafortunadamente, a impatriótica reação de subversivos na Base Aérea de Canoas impediu que a esquadrilha de caças Gloster Meteor carregada de bombas decolasse para democratizar alguns milhares de gaúchos.

Navegamos pela cobertura de política internacional e, na página 4, atracamos novamente no Brasil. “Revolução, ano VI” é o editorial. Na opinião do matutino, a “Revolução” não merece somente um simples crédito de confiança mas “o decidido apoio” dos brasileiros, “a perfeita integração, a entusiástica participação de todos na gigantesca construção do Brasil dos nossos sonhos”. Convenhamos, é lindo. A custo, contivemos as lágrimas e prosseguimos.

Enquanto o editorial construía os nossos sonhos, seu vizinho de porta, o comandante da 2ª Região Militar, Vicente de Paula Dale Coutinho, lecionava história. Aquinhoado com meia página – quatro colunas de alto a baixo em formato standard — o general ensinava que João Goulart fora uma “flor alimentada no mar de lama do Catete em 1954”, que Jânio Quadros era um “neoesquerdista” e que Juscelino Kubitschek resumia-se em tipo “eleitoreiro”, chefe de governo “corrupto”, “desastroso” e “empreguista”. Concluia-se que os três últimos presidentes eleitos pelo voto democrático não passavam de democratas sem democracia.

Após classificar a “Revolução” como “irreversível”, o inquilino do triplex da página 4, com sacadão e vista para as montanhas, esclarece que, no período Jango, vivia-se “dias tenebrosos”. A democracia, portanto, era o tempo das trevas.

Despedimo-nos do professor Dale Coutinho tendo ainda nos ouvidos o eco de suas últimas palavras — “o Brasil Grande de amanhã já desponta no horizonte auspicioso de nossa Pátria” — e seguimos viagem. Costeamos a ambientalista manchete da página 5: “Geisel: Revolução é árvore que brotou de boa semente”. Geisel é o Orlando anterior, irmão do Ernesto. Na verdade, é a sua Ordem do Dia como ministro do Exército. Informa-nos que a Revolução de 64 é algo demasiadamente maravilhoso para ser desfrutado por apenas um povo. Diz que a história haverá de registrar o significado que teve “para a preservação da democracia e da paz universal”.

Com o orgulho acelerando as batidas do coração, singramos colunas para arribar à página 6. “A meta da Marinha é valorização do homem”, é a manchete. No timão, o ministro da pasta, Adalberto de Barros Nunes descreve o pré-1964, época crivada de recifes de “doutrinas desagregadoras” e tsunamis de “conseqüências desastrosas”, consequências de uma administração “incapaz e desonesta”. Agora, porém, tudo está nos conformes.

Tranquilizados, seguimos adiante. Rumando ao Sul, ainda na 6, saltamos na segunda manchete: “Aeronáutica: objetivos foram atingidos” reluz o título. À nossa espera, o ministro Márcio de Sousa Mello. Que alerta sobre os “maus brasileiros” e os “extremistas impatrióticos” que querem atrapalhar “o destino do Grande Brasil democrático”.

Embora seja inegável o fervor democrático do brigadeiro Mello, convém registrar que tal afeição é nada se comparada àquela de seu amigo e ex-chefe de gabinete, João Paulo Moreira Burnier. A devoção de Burnier foi tanta que planejou explodir, simultaneamente e na hora do pico, uma adutora e o gasômetro do Rio com o que democratizaria mais de meio milhão de brasileiros. Que, por certo, subiriam ao céu gratos por enfim conquistarem a democracia. Ainda na mesma página, o exército retorna, ensejando o sublime congraçamento das três armas. É a vez das tropas do Estado, aquarteladas no rodapé: “II Exército festeja a Revolução em SP”. Mais um instantâneo nesta viagem nostálgica a tempos de paz e harmonia.

Mas o percurso pela democracia absoluta não pode parar. E ancoramos na página 7. “Revolução é lembrada nas escolas” domina a página. É a única matéria. Sabe-se ali que a prefeitura instituíra a “Semana da Revolução”. E mensagem lida em todas as escolas definia o 31 de março como “uma autêntica festa popular em São Paulo”.

Rompemos a dobra e fundeamos na 8 para esbarrar na manchete “Todo o País comemora a Revolução de 31 de Março”. Oito colunas, de um lado a outro. Peça modelar do jornalismo investigativo, repara que o governador nomeado do Paraná, mas nem por isso menos democrático, Paulo Pimentel, também acha o regime “irreversível”.

No Rio Grande do Sul, não menos nomeado e não menos democrata, Peracchi Barcellos ordena que todas as escolas festejem a data. Sincera porém lerda, a democracia peracchiana é suplantada pela pernambucana. O jornal informa que lá “cerca de 340 mil estudantes estão comemorando desde ontem o aniversário da Revolução…” Em todos os estados, inaugurações, missas, saraus, discursos, salva de canhões, farras e fanfarras.

A última escala da expedição é na coluna social de Tavares de Miranda. Instalado na página 2 do caderno de variedades, o colunista colocou suas teclas à serviço da democracia. Lembra que “o terceiro governo da Revolução tem, agora, como CHEFE SUPREMO (em caixa alta) o presidente Emílio Garrastazu Médici”. E lastima:

“Imorredoura saudade para os que se foram: Humberto de Alencar Castello Branco e meu amigo Arthur da Costa e Silva”. Com seu estilo cativante, Tavares exalta o charme, o veneno e o algo mais do AI-5. Trata-se de formoso instrumento de aperfeiçoamento da democracia “endossado pelo povo”. E adverte que agora “escreveu não leu… pumba…”

Após este “pumba”, nosso Tavares arremete contra a antidemocrática imprensa estrangeira, notadamente The Washington Post, que “teve a audácia de chamar nosso presidente Médici de retardado mental”. E as redações do londrino The Observer e do parisiense Le Monde estão “à serviço do comunismo internacional”. Pois desfecharam uma “guerra da infâmias e mentiras” contra “o Brasil Novo”, na qual o governo é descrito como sendo de “torturadores e de eletrocutadores, inclusive de crianças”. Tavares afiança que a nação encontrou o seu caminho que “é o da Democracia, da Honra e da Lei”. E arremata: “Positivamente ISTO É O NOVO BRASIL. E estamos conversados”.

Assim, conversados, chegamos ao final da travessia. Radiantes por romper as trevas da ignorância, obra do arrojado libelo contra a opressão que acabamos de percorrer. Foram seis manchetes, inclusive a da capa, sete páginas, centenas de frases e milhares de letras em marcha pela democracia. Tal poema sob vestes de jornalismo, mais digno do bronze do que do miserável papel, foi esculpido pela Folha de S. Paulo.

Finalmente comprovamos que aquilo que suspeitos acadêmicos pensavam ser uma ditadura era, na verdade, uma democracia em flor. Graças à valentia da Folha e de seu comandante Octávio Frias de Oliveira, que hoje batiza a ponte estaiada que – veja-se a justiça poética – conecta-se à avenida Roberto Marinho, outro titã na trincheira dos democratas. Enquanto ponte, Frias sobrevoa o rio Pinheiros, santuário ecológico que, todas as tardes, oferece o alegre espetáculo da revoada das muriçocas que habitam suas margens beijadas pela água cristalina.

Claro que os eternos insatisfeitos dirão que a edição evidencia um pornográfico exemplo de capachismo terminal. Pretenderão rebaixar à mera obscenidade páginas de lirismo que somente por excessiva modéstia de seus autores não os conduziram à Academia Brasileira de Letras. Falarão em partilha de lençóis entre o matutino dos Frias e a alta cúpula militar. Nada de novo sob o Sol. São os patrulheiros de sempre, inocentes úteis, cegos por ideologias espúrias. Tenhamos compaixão. E aproveitemos a lição heróica da Folha, cuja bravura também está presente em seus confrades O Globo, Estadão e tantos outros. Afinal, quem, além destes audazes, poderia nos informar sobre a diferença entre uma ditadura e uma democracia? Vamos dormir que a mídia vela por nós.