Governadora relata mortes, prisões, desaparecidos, repressão e censura no Equador

Paola Pabón, governadora da província de Pichincha (Divulgação)

O Equador vive uma situação de convulsão social que foi detonada pelo anuncio feito, há onze dias, pelo presidente Lenin Moreno, de um pacote de medidas resultantes de um acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI) que incluem, entre outras coisas, um aumento de 120% do preço do diesel e da gasolina. Os protestos, que iniciaram com trabalhadores do setor dos transportes e estudantes ganharam apoio dos povos indígenas que convocaram uma grande mobilização nacional e uma caminhada em direção a Quito. A resposta do governo de Lenín Moreno foi uma dura repressão que já resultou na morte de pelo menos sete pessoas, centenas de feridos e mais de mil pessoas presas.

 “Se há um responsável pelos protestos ele é o regime de Moreno que deu às costas à cidadania ao anunciar essas medidas para satisfazer um acordo com o Fundo Monetário Internacional. Os únicos responsáveis por esse caos, instabilidade e forte convulsão social são o regime do presidente Moreno e o Fundo Monetário Internacional”, diz Paola Pabón, governadora da província de Pichincha, localizada no norte do país. Advogada e professora de Políticas Públicas, Paola Pabón participou do governo de Rafael Correa como Secretaria Nacional de Gestão da Política e integra hoje o Movimento Revolución Ciudadana (MRC). Em conversa com o Sul21, por meio do Whatsapp, a governadora relata um clima de repressão brutal patrocinada pelo governo de Lenín Moreno e de bloqueio informativo sobre o que está acontecendo no país. Ela relata:

 “Após onze dias de paralisação e protestos, o saldo que temos é de 1070 pessoas presas, das quais se calcula que aproximadamente 55% são menores de 30 anos e 13% são adolescentes. Há 885 feridos. O governo reporta a morte de cinco pessoas, mas as organizações sociais falam que há sete mortos já. A resposta do governo nacional a essa grave convulsão social foi a de decretar estado de exceção, toques de recolher e uma desmesurada violência”. (Leia aqui a íntegra da entrevista)

Sobre rsurgente

Jornalista, Porto Alegre (RS), Brasil.
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