Moradores promovem 4a. Caminhada em Defesa do Arroio Espírito Santo e da reserva de Mata Atlântica de Ipanema

Divulgação

A Associação Comunitária dos Moradores e Amigos da Zona Sul de Porto Alegre (ACOMAZS), a Associação dos Moradores do Bairro Ipanema (AMBI), a Sociedade Amigos do Guarujá (SAG) e organizações não-governamentais de proteção ambiental promovem domingo (7), a partir das 16 horas, a 4a. Caminhada em Defesa do Arroio Espírito Santo e reserva da Mata Atlântica de Ipanema. A saída da caminhada será na esquina da Avenida Guaíba com a rua Déa Coufal. Os moradores de bairros localizados na orla do Guaíba, na zona sul da capital, estão mobilizados para evitar a transformação de uma área de mais de 12 hectares coberta por vegetação em um condomínio de torres, projetado pela construtora Maiojama.

Segundo as associações de moradores e entidades ambientalistas, a área afetada compreende um território de 35 mil m² só em área de preservação permanente, o que equivaleria a três campos de futebol e meio. No total, são cerca de 130 mil metros quadrados. A área abriga o Arroio Espírito Santo e matas nativas importantes para a qualidade do ar e o clima de diversos bairros de Porto Alegre. Em novembro de 2018, uma decisão da 10a. Vara da Fazenda Pública da capital determinou a suspensão da licença de instalação do Loteamento Ipanema em função do risco iminente de início da supressão de vegetação na área. O processo aguarda agora a manifestação do Ministério Público e do Judiciário para definir se mantém ou não a suspensão da licença de instalação.

Os organizadores da manifestação sustentam que é flagrante o descumprimento da legislação que protege a Mata Atlântica por parte do poder público. Eles criticam os últimos licenciamentos ambientais concedidos a grandes construtoras para empreendimentos naquela região sem aprofundar os estudos de impacto ambiental. Apontam ainda a falta de planejamento urbano e o crescimento desordenado na região que já apresenta problemas como alagamentos constantes e condições de acessibilidade no limite. A licença ambiental original para a implantação do loteamento foi emitida em 1996 pela Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam). A resistência e mobilização de moradores da região conseguiram, até aqui, evitar o início da obra.

(*) Publicado originalmente no Sul21.

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Sobre rsurgente

Jornalista, Porto Alegre (RS), Brasil.
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