Jornal Brasil de Fato RS é lançado em ato político-cultural em Porto Alegre

Lançamento da edição regional do Brasil de Fato no RS ocorreu no Memorial Luiz Carlos Prestes. (Foto: Guilherme Santos/Sul21)

A versão regional impressa do jornal Brasil de Fato no Rio Grande do Sul foi lançada na noite desta terça-feira (17), com um ato político-cultura que lotou o Memorial Luiz Carlos Prestes, em Porto Alegre. A edição impressa gaúcha do jornal é a quinta do país, somando-se agora às edições regionais de Pernambuco, Minas Gerais, Paraná e Rio de Janeiro. A redação do Brasil de Fato no Rio Grande do Sul será tocada pela jornalista Katia Marko e pelos jornalistas Ayrton Centeno, Marcos Antonio Corbari e Marcelo Ferreira.

Em um primeiro momento, a edição do BF-RS será quinzenal, com 12 páginas e uma tiragem de 25 mil exemplares. A distribuição será gratuita e feita por militantes do Levante Popular da Juventude, do MST, do MPA e de sindicatos. O primeiro número já começou a ser distribuído em estações do Trensurb e em terminais de ônibus no centro de Porto Alegre.

Segundo a jornalista Katia Marko, toda a produção da redação será regional e, além do jornal impresso, ficará disponível no site do Brasil de Fato.  As principais editorias do BF-RS serão as de Cidades, Terra, Cultura, Lazer e Esportes. O primeiro número foi pré-lançado no último final de semana, em Santa Maria, durante a 25ª Feira Internacional Jubilar do Cooperativismo (Feicoop) e 3ª Feira Mundial de Economia Solidária (EcoSol).

Frei Sérgio Görgen e João Pedro Stédile no ato de lançamento.
(Foto: Guilherme Santos/Sul21)

O ato de lançamento oficial, ontem, em Porto Alegre, reuniu representantes de partidos políticos, sindicatos, movimentos sociais, professores, jornalistas, estudantes e leitores do Brasil de Fato. Entre outros, participaram do ato no Memorial Luiz Carlos Prestes, João Pedro Stédile, Olívio Dutra, Raul Pont, Claudir Nespolo, Frei Sérgio Görgen, Wadih Damous, Edegar Pretto, Pedro Ruas, Paulo Pimenta, Raul Carrion, Henrique Fontana, Berna Menezes, Dionilso Marcon, Pedro Munhoz, Moisés Mendes, Cedenir de Oliveira e Grupo Unamérica, entre outros.

O jornalista Ayrton Centeno disse que o lançamento da edição impressa regional do Brasil de Fato no Rio Grande do Sul representa, entre outras coisas, uma volta às origens, pois a edição nacional do jornal foi lançada em Porto Alegre, em 2003, durante o Fórum Social Mundial. Centeno lembrou que o lançamento foi marcado por um grande ato no auditório Araújo Viana, que reuniu nomes como Noam Chomski, Eduardo Galeano e Sebastião Salgado. “O objetivo do nosso trabalho com o BF-RS será falar com as pessoas machucadas, não só pelos governos Temer, Sartori e Marchezan, mas, de modo mais geral, pela crise econômica e social que está afetando todo mundo”, assinalou.

Integrante da coordenação nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, João Pedro Stédile destacou a importância do jornal para “recuperar as boas práticas de formação política e de trabalho de base”. “A gente estava em dívida com a classe trabalhadora gaúcha de ter aqui também um tabloide impresso. Faltava um instrumento para a militância fazer agitação e propaganda das ideias. Neste período tão difícil que estamos vivendo, é fundamental que a classe trabalhadora tenha um instrumento de diálogo, de intercâmbio e de formação política. As pessoas já estão cansadas de panfletos e carros de som”.

O lançamento da próxima edição do Brasil de Fato RS está previsto para o dia 1° de agosto.

(*) Publicado originalmente no Sul21.

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Sobre rsurgente

Jornalista, Porto Alegre (RS), Brasil.
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Uma resposta para Jornal Brasil de Fato RS é lançado em ato político-cultural em Porto Alegre

  1. Nelson disse:

    Excelente notícia. Estávamos órfãos de um jornal que nos trouxesse uma visão crítica, sem ser sectária, do que acontece ao nosso redor e no mundo todo.

    Lembro do que ouvi, há uns dez anos, creio – o tempo tem passado tão depressa que a gente acaba se perdendo na contagem dos anos -, da boca de um militante do PSTU, acerca da publicação anterior do Brasil de Fato. O militante se referiu ao BF como “um jornal governista”.

    Eu costumava ler o BF e nunca me pareceu “um jornal governista”. Até porque nele podíamos encontrar tanto matérias e artigos favoráveis aos governos da turma do PT quanto bastante críticos. Ou seja, aquilo de que falei: sem sectarismos. Em tempo. Não sou e nunca fui filiado ao PT ou a qualquer outro partido.

    Contudo, em se tratando do PSTU, de nada podemos duvidar. Até hoje a companheirada não conseguiu admitir que o que aconteceu em abril de 2016 no Brasil foi um golpe que foi, uma vez mais, planejado a partir dos centros de poder mundial, EUA à frente. Para eles, tudo é consequência dos erros do PT e da conciliação de classes. Além disso, Lula só estaria a colher o que plantou.

    Já no plano internacional, a companheirada segue apregoando que Assad é um ditador genocida que, junto com Putin, está a brecar o avanço da revolução. Não fazem menção às ações desestabilizadoras do Tio Sam que a tudo e a todos quer dominar.

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