
Além de ferir duas pessoas, disparos atingiram um banheiro químico dentro do acampamento. (Foto: Gibran Mendes)
A direção nacional do Partido dos Trabalhadores (PT) divulgou nota, na manhã deste sábado (28) denunciando o ataque a tiros contra o acampamento Marisa Letícia como “mais um episódio de violência política contra a democracia”. Esse ataque, assinala a nota, acontece um mês depois de tiros terem atingido ônibus da caravana Lula Pelo Brasil no interior do Paraná. “Até agora não foram presos os autores dos disparos feitos no mês passado e tampouco os desta madrugada”, diz ainda a nota que critica a “omissão conivente das autoridades e da mídia golpista que silencia ante a barbárie crescente”. E acrescenta:
“Depois do golpe de Estado que derrubou a presidenta democraticamente eleita Dilma Rousseff, aumentaram os ataques e assassinatos contra lideranças sociais no campo e na cidade (…) O assassinato da vereadora Marielle Franco no Rio de Janeiro continua impune”.
Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Paraná, os disparos de arma de fogo contra o acampamento Marisa Letícia foram feitos com uma pistola 9mm, arma de alto poder letal. Os peritos encontraram cápsulas de pistola 9mm no local. Um manifestante foi atingido no pescoço e está em estado grave na UTI. Outros disparos atingiram um banheiro químico dentro do acampamento.
O secretário nacional de Comunicação da Central Única dos Trabalhadores CUT), Rotina Barbosa, informou que a programação da Vigília Lula Livre e do 1o. de Maio unificado em Curitiba está mantida, apesar do ataque desta madrugada ao acampamento. “O objetivo desse ato fascista era desmobilizar nossas manifestações democráticas. Não conseguiram”.
Barbosa disse ainda que ocorrerá ainda neste sábado uma reunião com a governadora do Paraná, Cida Borgheti, para exigir a investigação do crime e cobrar o cumprimento do acordo assinado entre a Frente Brasil Popular e autoridades paranaenses, para a mudança de local do acampamento, que incluía rondas da Polícia Militar nos arredores.