Greve dos professores ‘não acrescenta nada à busca de soluções’, diz governo Sartori

O encontro com o comando de greve ocorreu após a manifestação realizada pelos professores, pela manhã, em frente ao Palácio Piratini. (Foto: Nabor Goulart/Palácio Piratini)

O governo José Ivo Sartori (PMDB) voltou a criticar a greve dos professores da rede estadual de ensino, nesta terça-feira, afirmando que ela “não acrescenta nada à busca de soluções para a crise financeira do Estado”. A afirmação foi feita pelo chefe da Casa Civil, Fábio Branco, que se reuniu à tarde com o comando de greve do Centro de Professores do Estado do Rio Grande do Sul (CPERS Sindicato), o líder do governo na Assembleia, deputado Gabriel Souza (PMDB), e os deputados da oposição Pedro Ruas (PSOL), Manuela D’Ávila (PCdoB) e Valdeci Oliveira (PT).

O governo não apresentou nenhuma proposta para o CPERS, limitando-se a dizer que “a solução para o fim do parcelamento dos salários dos servidores depende da adesão do Estado ao Regime de Recuperação Fiscal”, que prevê a privatização de empresas públicas. Além de não apresentar nenhuma proposta, Fabio Branco criticou o movimento dos professores. “É preciso ser realista e ter responsabilidade com as finanças do Estado. Agora, a alternativa é cumprir as determinações do Tesouro Nacional para adesão ao Regime de Recuperação Fiscal”, afirmou.

O encontro com o comando de greve ocorreu após a manifestação realizada pelos professores, pela manhã, em frente ao Palácio Piratini. Uma nova reunião foi agendada para quinta-feira (14), com representantes das secretarias da Fazenda e da Educação e da Casa Civil, quando o governo pretende anunciar os números da receita e das despesas do Estado.

(*) Publicado originalmente no Sul21

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Sobre rsurgente

Jornalista, Porto Alegre (RS), Brasil.
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Uma resposta para Greve dos professores ‘não acrescenta nada à busca de soluções’, diz governo Sartori

  1. Nelson disse:

    Por óbvio, se uma montanha de créditos oriunda da Lei Kandir, à qual o Estado do RS tem direito nada “acrescentam” à solução da crise financeira, uma greve dos professores, mais uma de tantas, vai acrescentar?

    O projeto embalado por Sartori tem intenção clara: arrasar, em definitivo, com todas as instâncias estatais do Rio Grande do Sul. Temer aplica a mesma receita ao país.

    Obedecendo aos interesses das mega corporações capitalistas,e dos países ricos, o objetivo é deixar o Brasil numa situação da qual nunca mais conseguirá se recuperar. Macri foi escalado para fazer o mesmo com a Argentina.

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