Em audiência com Marcio Biolchi, MST pede liberação de recursos já repassados para o RS

Audiência do MST com chefe da Casa Civil, Márcio Biolchi, contou com a presença do presidente da Assembleia Legislativa, Edegar Pretto (PT).

Prevista para durar 30 minutos, a audiência do chefe da Casa Civil do governo do Estado, Márcio Biolchi (PMDB) com representantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), no início da tarde desta terça-feira (18), durou cerca de duas horas e meia e tratou da pauta de reivindicações que levou o movimento a ocupar, pela manhã, o pátio da Secretaria do Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo (SDR). Segundo Ildo Pereira, integrante da direção nacional do MST, a reunião tratou de alguns pontos que estão trancados no governo e que, aparentemente, não eram de conhecimento da Casa Civil. Uma comitiva de dez integrantes do movimento participou da audiência.

Os sem terra cobraram, entre outras questões, a liberação de recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) que já foram liberados para o Rio Grande do Sul, como os R$ 40 milhões destinados à ampliação da rede de abastecimento de água nos assentamentos e outros R$ 25 milhões destinados ao Programa Camponês para a produção de alimentos saudáveis, sem agrotóxicos. “Parece que estava faltando um pouco de boa vontade dentro da secretaria e havia algumas situações que não eram de conhecimento da Casa Civil”, observou ainda Ildo Pereira, que destacou a importância da intermediação do presidente da Assembleia Legislativa, Edegar Pretto (PT), que participou da audiência.

Além disso, assentados e acampados também pediram a destinação de mais recursos para a assistência técnica, infraestrutura, com mais projetos para a construção de moradias, abertura de estradas para escoamento da produção, prioridade para a educação com o não fechamento de escolas no campo e a garantia da circulação do transporte escolar.

Na reunião no Palácio Piratini também ficou acertado que será realizado, na semana que vem, um encontro entre órgãos do governo do Estado e o Incra para debater a possibilidade de novos assentamentos no Rio Grande do Sul. O MST cobrou do governo do estado mais agilidade no processo de desapropriação de áreas que já estão em negociação para fins de Reforma Agrária, entre elas a da Companhia Estadual de Distribuição de Energia Elétrica (CEEE), que está ocupada desde novembro do ano passado pelo movimento em Charqueadas.

O secretário Márcio Biolchi se comprometeu a encaminhar uma solução para os destravar os temas, apontados pelo MST, que estão trancados dentro do governo. No final da tarde, os sem terra deixaram o prédio da SDR e voltaram para os pátios do Incra e no Ministério da Fazenda, ocupados desde a segunda-feira.

(*) Publicado originalmente no Sul21.

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Jornalista, Porto Alegre (RS), Brasil.
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