Pais, alunos e professores pedem revogação de decreto de Marchezan

Comunidades das escolas José Loureiro da Silva e Martim Aranha saíram em caminhada pela Avenida Tronco. (Foto: Divulgação)

Pais, alunos e professores das escolas municipais José Loureiro da Silva e Martim Aranha realizaram uma caminhada, na manhã desta sexta-feira (10), pela avenida Tronco, na Vila Cruzeiro, pedindo a revogação do decreto do prefeito de Porto Alegre, Nelson Marchezan Jr. (PSDB), que impôs mudanças na rotina das escolas. A manifestação também pediu a abertura de diálogo entre a Secretaria Municipal de Educação (Smed) e todos os segmentos da comunidade escolar.

Na escola José Loureiro da Silva, a manifestação foi organizada pela Comissão de Mães em conjunto com o Conselho Escolar, relata a diretora da escola, Silvana Moraes. “As nossas comunidades estão protestando porque querem ser ouvidas pelo prefeito. As famílias não imaginam que suas crianças sejam submetidas à nova rotina proposta pela Prefeitura. Eu não tenho como, ao meio-dia, liberar todos os professores e colocar mais de 400 alunos no refeitório. Seria uma irresponsabilidade e não sequer espaço físico e pessoal para isso”, afirma a professora.

Nos últimos dias, ocorreram várias manifestações semelhantes em defesa da manutenção da rotina vigente nas escolas até o final de 2016. Na quinta-feira (9), as escolas municipais da Restinga organizaram manifestação semelhante e saíram pelas ruas do bairro, pedindo a revogação do decreto municipal. Os manifestantes entregaram um documento no Conselho Tutelar da Restinga e pediram o apoio dos conselheiros, afirmando que os termos do decreto ferem o Estatuto da Criança e do Adolescente.

Na quarta (8), uma representação de pais, alunos e professores da Escola Municipal Mário Quintana foi para a frente do prédio da Smed, reivindicando que o diretor da escola não entrasse sozinho para se reunir com a secretaria. “Tensionamos para que exista uma discussão coletiva e conseguimos uma agenda para que o secretário visite a escola”, relata a professora Andrea Ayres. Ainda na quarta, a comunidade da Escola Municipal Saint’Hilaire, na Lomba do Pinheiro, também manifestou-se contra o decreto.

O ano letivo para os alunos começou na segunda (6) e neste dia mesmo o Conselho Escolar convocou uma assembleia com toda a comunidade escolar. Segundo Andrea Ayres, os professores estão recebendo o apoio das comunidades contra as mudanças propostas por Marchezan.

(*) Publicado originalmente no Sul21.

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Jornalista, Porto Alegre (RS), Brasil.
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  1. Luiz Müller disse:

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