MPA convoca para jornada de lutas no 8 de março

Movimento dos Pequenos Agricultores convoca para mobilizações em todo o país. (Divulgação)

 Coletivo de Comunicação do MPA

As camponesas e camponeses do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), neste 8 de março põe-se em luta em Defesa da Previdência Pública, Solidária e Universal. Compreendemos que as ‘Reformas’ impostas pelo governo não eleito de Michel Temer encobrem processos como o aumento e feminilização da pobreza, aumento da violência, e o impedimento de aposentadoria para indígenas, marisqueiras, pescadoras, assim como, a precarização da vida do povo negro e dos jovens.

O MPA compreende que a Previdência Social assumiu um papel fundamental no campo, já que ela chegou a um número enorme de camponeses e camponesas até então marginalizados a conquistas sociais da nação. A inclusão do camponês e da camponesa como segurado especial na Previdência Rural gerou positivos impactos políticos e socioeconômicos que vão da melhoria considerável da qualidade de vida das famílias no campo até a dinamização da economia local de mais de 70% dos municípios brasileiros abaixo de 50 mil habitantes.

São vários os riscos da Reforma da Previdência, entre eles estão: As mudanças atingem a todos, atuais e futuros contribuintes; Pretende adiar a data da aposentadoria; Reduz o valor dos benefícios previdenciários; As mulheres terão seu acesso à aposentadora jogado para frente e aposentará com a mesma idade que homens do campo e da cidade, agravando sua qualidade de vida; Proíbe a acumulação de aposentadoria com pensão por morte; As pensões podem ser inferiores a um salário mínimo; Retira a vinculação do Benefício da Prestação Continuada (BPC) do salário mínimo. O BPC é um benefício que alcança os e as desvalidos e desvalidas entre os mais pobres, em especial idosos com mais de 65 anos que não tenham previdência social e as pessoas com deficiência, inclusive crianças. Sabemos que as mulheres tem exercido o papel de cuidadoras em suas famílias e o BPC cumpre um papel importante neste sentido, com as alterações agrava-se a condição; Prevê o fim de assegurados especiais e exigirá um tempo de 49 anos de contribuição para poder se aposentar.

Os camponeses e camponesas do MPA dizem Não à Reforma da Previdência do governo Temer, pois Quem Alimenta o Brasil Exige Respeito.

A Previdência é Nossa, Ninguém tira da Roça! Mulheres em Luta, Por Nenhum Direito a Menos! Quem Alimenta o Brasil exige Respeito!

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