“Reforma excluirá da Previdência boa parte da população rural, especialmente as mulheres”

Roberta Coimbra: “Se as mulheres urbanas fazem dupla jornada, as mulheres rurais fazem tripla jornada”. (Foto: Guilherme Santos/Sul21)

Roberta Coimbra: “Se as mulheres urbanas fazem dupla jornada, as mulheres rurais fazem tripla jornada”.
(Foto: Guilherme Santos/Sul21)

A inclusão dos trabalhadores e trabalhadoras rurais na Previdência Social a partir da Constituição Federal de 1988, representou uma profunda transformação no padrão de proteção social brasileiro. Esse mudança beneficiou particularmente as mulheres que vivem e trabalham no campo. Até então, elas eram consideradas como “do lar”, que ajudavam o marido. Na verdade, desempenhavam (e seguem desempenhando) uma tripla jornada de trabalho que envolve a manutenção da casa, do espaço rural em torno da casa e também da produção que gera renda para a família. Essa foi a razão pela qual a aposentadoria das trabalhadoras rurais foi fixada em 55 anos de idade. A Reforma da Previdência, proposta pelo governo de Michel Temer, acaba com essa regra, estabelecendo a idade mínima de 65 anos, com tempo mínimo de contribuição de 25 anos para a aposentadoria. “Isso significa excluir do sistema da Previdência boa parte da população rural, especialmente as mulheres”, diz Roberta Coimbra, dirigente estadual do setor de gênero do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) no Rio Grande do Sul.

Assentada em Piratini há 16 anos, Roberta, além de coordenar o setor de gênero do MST, faz parte de um grupo de produção de sementes agroecológicas e ervas medicinais ligado à Cooperativa Bionatur, trabalha com ervas medicinais e participa de feiras de produtos agroecológicos pelo Estado. Em entrevista ao Sul21, ela fala sobre o impacto do projeto da Reforma da Previdência sobre os trabalhadores em geral, e sobre as trabalhadoras rurais em especial. “Uma das faixas que vamos carregar na marcha do dia 8 de março diz: ‘Aqui estão homens e mulheres que nunca chegarão à aposentadoria’, afirma, referindo-se a mobilização unificada de sindicatos e movimentos sociais rurais e urbanos, no Dia Internacional da Mulher, que, em Porto Alegre, iniciará às 5h30min da manhã, na ponte do Guaíba. (Leia aqui a íntegra da entrevista)

Anúncios

Uma ideia sobre ““Reforma excluirá da Previdência boa parte da população rural, especialmente as mulheres”

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s