Privatização da CRM pode entregar riqueza de R$ 200 bi por um terço de uma folha salarial

Candiota possui a maior jazida de carvão do país, com mais de 1 bilhão de toneladas medidas do minério, passíveis de serem mineradas a céu aberto. (Foto: Maia Rubim/Sul21)

Candiota possui a maior jazida de carvão do país, com mais de 1 bilhão de toneladas medidas do minério, passíveis de serem mineradas a céu aberto. (Foto: Maia Rubim/Sul21)

A intenção do governo José Ivo Sartori (PMDB) de privatizar a Companhia Riograndense de Mineração (CRM) caiu como uma bomba no município de Candiota, onde a empresa explora a maior jazida de carvão do país, com mais de 1 bilhão de toneladas do minério. Cobiçada por empresas estatais do setor de energia de outros países, em especial da China, a estatal gaúcha pode acabar sendo vendida a preço de banana, sem que os recursos provenientes dessa venda resolvam o problema financeiro do Estado, advertem lideranças da comunidade.

O Sul21 foi a Candiota conversar com representantes do Sindicato dos Mineiros e da Prefeitura do Município sobre o presente e o futuro da exploração de carvão na região, e também sobre as implicações de uma possível venda da empresa. Tanto o Sindicato dos Mineiros como a Prefeitura são contrários à proposta de privatização e alertam que ela pode significar uma entrega de patrimônio e de riqueza com conseqüências nefastas para o desenvolvimento de todo o Estado. A direção da CRM também foi procurada, mas não pode receber o Sul21 por “motivo de agenda”.

A proposta de privatização da CRM mexe em raízes profundas no Estado. A história da CRM remonta a 1947, quando foi criado o Departamento Autônomo de Carvão Mineral (DACM) com o objetivo principal de explorar e beneficiar o carvão para abastecer a Viação Férrea do Rio Grande do Sul. Em 1969, o DACM transformou-se na CRM, uma sociedade de economista mista vinculada à Secretaria de Minas e Energia do Governo do Estado do Rio Grande do Sul.

No auge, a empresa chegou a ter cerca de 3 mil empregados, trabalhando na exploração de carvão nas regiões de Charqueadas, São Jerônimo e Candiota. A partir do processo de diminuição do parque de usinas térmicas no Brasil, ela começou a ser reduzida. Hoje, a CRM tem cerca de 440 funcionários, atuando basicamente em Candiota. As unidades de Charqueadas e São Jerônimo foram fechadas. A unidade de Minas do Leão, que chegou a ter 1.500 trabalhadores, tem hoje apenas 38 funcionários que cuidam da regeneração do passivo ambiental que ainda resta e de alguns trabalhos de manutenção. (Leia aqui a íntegra da matéria)

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