Servidores da Fepagro realizam ato em defesa da pesquisa e da cultura

Funcionários da Fepagro promoveram novo ato contra a extinção da fundação em frente à Secretaria Estadual da Agricultura e distribuíram à população sementes produzidas pela instituição. (Foto: Guilherme Santos/Sul21)

Funcionários da Fepagro promoveram novo ato contra a extinção da fundação em frente à Secretaria Estadual da Agricultura e distribuíram à população sementes produzidas pela instituição. (Foto: Guilherme Santos/Sul21)

Servidores da Fundação Estadual de Pesquisa Agropecuária (Fepagro) promoveram, na tarde de quarta-feira (28), o “Ato em defesa da Pesquisa e da Cultura”. Eles se concentraram em frente à sede da fundação, localizada no bairro Menino Deus, passaram pela Feira Ecológica que funciona no pátio da Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária e Irrigação, e foram até a esquina da avenida Getúlio Vargas com rua Botafogo, onde distribuíram amostras de feijões melhorados e outras sementes para mostrar à população um pouco do trabalho que é desenvolvido por seus pesquisadores. Também participaram servidores de outras fundações, como Fundação Piratini e Fundação de Estatística e Economia (FEE), representantes de sindicatos e o deputado estadual Adão Villaverde (PT).

Os servidores voltaram a advertir que a extinção da Fepagro acabará com a pesquisa agropecuária no Estado. Hoje, quase 90% dos recursos para essas pesquisas provêm de editais de agências de fomento destinados, exclusivamente, a instituições científicas como a Fepagro. A Secretaria da Agricultura, Pecuária e Irrigação que, segundo o governo José Ivo Sartori (PMDB), assumiria esse papel, não é uma instituição científica e, portanto, é inelegível para estes editais. “Pesquisas precisam de continuidade para ter resultados. Com um quadro técnico em extinção, não haverá reposição de pesquisadores e técnicos, e as pesquisas vão acabar,” afirma documento distribuído pelos servidores.

Esse documento lembra que a economia do Rio Grande do Sul tem como carro-chefe a agropecuária, responsável por 40% do PIB do Estado. “As pesquisas realizadas pela Fepagro aumentam a produtividade no campo, que, por sua vez, aumentam o PIB do Rio Grande do Sul.” De acordo com o Balanço Social da Fepagro de 2015, cada real investido na Fundação gerou R$ 36,03 para a sociedade gaúcha.  Portanto, “a Fepagro deve continuar para que seus resultados possam impulsionar ainda mais o agronegócio gaúcho e, por consequência, toda a economia do Estado”, avaliam os servidores.

(*) Publicado originalmente no Sul21

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