‘Para nós, cargo de secretário de Segurança está vago. Schirmer é um irresponsável’

Isaac Ortiz: “O secretário manda jogar bombas e espancar seus subordinados. Que relação é essa? É um irresponsável”. (Foto: Maia Rubim/Sul21)

Isaac Ortiz: “O secretário manda jogar bombas e espancar seus subordinados. Que relação é essa? É um irresponsável”. (Foto: Maia Rubim/Sul21)

A mobilização que reuniu, na última semana, milhares de servidores públicos na Praça da Matriz contra o pacote enviado pelo governo José Ivo Sartori (PMDB) à Assembleia Legislativa foi marcada, entre outras coisas, pelo confronto entre diferentes categorias de servidores da área da Segurança Pública. De um lado, servidores da Polícia Civil e da Susepe, ao lado de outras categorias do funcionalismo público; do outro, o Batalhão de Choque da Brigada Militar que cercou a Assembleia impedindo a entrada dos servidores e do público em geral para acompanhar a votação do pacote. Em vários momentos, a Praça da Matriz virou uma área de guerra e esteve perto de ser palco de uma tragédia.

Na terça-feira, o choque da Brigada disparou bombas de gás e balas de borracha contra os manifestantes,deixando pelo menos cinco policiais civis feridos. Uma policial foi atingida com uma bomba de gás nas costas. “Eles estavam mirando nos manifestantes. Ficou muito ruim. O pessoal da Civil e da Susepe ia avançar neles. Todo mundo com a pistola na cintura. Imagine o que ia acontecer. Nós tivemos o cuidado de evitar que o pior acontecesse. Teríamos uma tragédia”, relata Isaac Ortiz, presidente do Sindicato dos Escrivães, Inspetores e Investigadores de Polícia do Rio Grande do Sul (Ugeirm Sindicato), em entrevista ao Sul21.

Ortiz fala sobre os acontecimentos da última semana na Praça da Matriz e critica duramente a postura do Secretário Estadual da Segurança, Cezar Schirmer, que defendeu a ação do choque da Brigada contra os manifestantes. “A partir desse momento, nós passamos a desconhecê-lo como secretário da Segurança Pública. Não temos mais respeito por ele e chegamos a divulgar uma nota dizendo que o cargo de secretário estava vago. Para nós ele não existe. O secretário manda jogar bombas e espancar seus subordinados. Que relação é essa? É um irresponsável”, diz o presidente da Ugeirm. (Leia aqui a íntegra da entrevista)

 

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Jornalista, Porto Alegre (RS), Brasil.
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