Professores aprovam greve a partir do dia 13 e ocupação da Praça da Matriz

Sob forte calor, professores realizaram assembleia geral em frente ao Palácio Piratini. (Foto: Guilherme Santos/Sul21)

Sob forte calor, professores realizaram assembleia geral em frente ao Palácio Piratini. (Foto: Guilherme Santos/Sul21)

A assembleia geral do Centro dos Professores do Estado do Rio Grande do Sul (Cpers Sindicato), realizada na tarde desta quinta-feira (8), na Praça da Matriz, aprovou a deflagração de uma greve, a partir do próximo dia 13 de dezembro, contra o pacote enviado pelo governo José Ivo Sartori à Assembleia Legislativa. Segundo a proposta aprovada, a greve se estenderá até a votação dos projetos na Assembleia, prevista para o final de dezembro. Os professores também decidiram “ocupar massivamente” a Praça da Matriz, a partir do dia 19 de dezembro, para pressionar os deputados a não aprovar as propostas de extinção de fundações, demissão de servidores e privatizações previstas no pacote do governo do Estado.

Além da ocupação, também foi aprovada a realização de atos regionalizados em municípios que são bases eleitorais de deputados da base do governo Sartori e atos radicalizados nas regiões dos núcleos do Cpers, cobrando o pagamento do 13° salário e denunciando o pacote que tramita na Assembleia. Os professores também aprovaram a participação da categoria no ato estadual unificado dos servidores programa para o dia 13 de dezembro.

Na abertura da assembleia, a presidente do sindicato, Helenir Aguiar Schürer, conclamou a categoria a intensificar a mobilização contra as políticas do governo Sartori e também do governo Temer, como a PEC 241/55 e a MP da Reforma do Ensino Médio, aprovada quarta-feira na Câmara dos Deputados. “Esses governos não querem nenhuma disciplina que ensine nossos alunos a pensar. Não querem saber de Sociologia, Filosofia, História ou Literatura. Essas são disciplinas perigosas. Isso deixa claro que o ataque que vem de Brasília e aqui do Palácio Piratini não é só contra o serviço público. Estamos realizando a nossa assembleia aqui na praça hoje para mandar um aviso muito claro ao governador José Ivo Sartori e aos deputados: aqui vai ter luta.”

Ex-presidente do sindicato, Rejane de Oliveira defendeu a necessidade de aumentar o grau de mobilização dos servidores para enfrentar o pacote de Sartori. “O tamanho da nossa reação não está à altura do tamanho do ataque que estamos sofrendo. É hora de radicalizarmos as ações contra o nosso algoz. Precisamos fazer uma greve com ações radicalizadas. Só assim poderemos ter êxito. Não há meio termo. Ou o governo será derrotado ou nós seremos derrotados”.

A professora Neiva Lazzarotto também fez um chamado à intensificação da mobilização dos professores e sua articulação com os movimentos de ocupações de estudantes e com as demais categorias de servidores públicos. “Nosso movimento tem que ser unido e aberto, todo mundo junto. Precisamos mostrar essa unidade no ato do próximo dia 13. Só a Ugeirm (Sindicato dos Escrivães, Inspetores e Investigadores de Polícia do RS) deve colocar 3 mil policiais na rua. Faremos um grande ato aqui na frente do Palácio neste dia”.

Vários professores citaram o exemplo da mobilização dos servidores públicos do Rio de Janeiro como exemplo a ser seguido nas próximas semanas no Rio Grande do Sul. Ao final da Assembleia, representantes de fundações ameaçadas de extinção pelo governo Sartori somaram-se ao ato dos professores e também manifestaram a disposição de intensificar a luta contra o pacote do Executivo.

As propostas aprovadas na Assembleia

1 – Deflagrar greve de resistência, contra a aprovação do pacote do governo, a partir do dia 13 de dezembro até a votação dos projetos na Assembleia Legislativa;

2 – Dia 13 de dezembro: realizar grande Ato Estadual Unificado, com o conjunto dos Servidores do Estado e Comunidade Escolar;

3 – Realizar Atos Regionalizados de pressão aos deputados, em conjunto com os servidores.

Calendário:

14/12 – Uruguaiana (base do deputado Frederico Antunes);
14/12 – Frederico Westphalen (base da deputada Silvana Covatti);
15/12 – Marau (base dos deputados Vilmar Zanchin e Sérgio Turra);
15/12 – Nova Prata (base do deputado João Reinelli);
16/12 – Candelária (base do deputado Adolfo Britto).

4 – Ocupar massivamente a Praça da Matriz, em Porto Alegre, a partir do dia 19 de dezembro e realizar atos radicalizados nas regiões dos Núcleos, cobrando o pagamento do 13º Salário e barrar o Pacote;

5 – Cobrar do Governo o cumprimento do calendário de pagamento e publicação das alterações de níveis, reivindicação que constou na pauta da última greve;

6 – Realizar denúncia através de outdoors e banners em todo o Estado.

(*) Publicado originalmente no Sul21

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