Eleições 2016: juiz abre investigação sobre uso da máquina pública na campanha em Caxias

Juiz determinou abertura de uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral contra Édson Néspolo e incluiu também o prefeito Alceu Barbosa Velho na ação. (Foto: Divulgação)

Juiz determinou abertura de uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral contra Édson Néspolo e incluiu também o prefeito Alceu Barbosa Velho na ação. (Foto: Divulgação)

O juiz eleitoral Carlos Frederico Finger, da 16ª Zona Eleitoral do Rio Grande do Sul, acatou nesta terça-feira (20) pedido do Partido dos Trabalhadores (PT) para a abertura de uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral contra Édson Humberto Néspolo (PDT) e Antônio Roque Feldmann (PMDB), candidatos, respectivamente, a prefeito e a vice-prefeito de Caxias do Sul. O juiz também incluiu na ação eleitoral o atual prefeito do município, Alceu Barbosa Velho (PDT) e a Coligação Caxias para Todos.

Segundo o pedido de abertura de ação feito pelo PT e acatado pelo juiz, o uso da máquina pública em favor dos candidatos teria ocorrido no dia 3 de setembro, durante entrega de asfaltamento e ampliação da rua Cristóforo Randon, no bairro Euzébio Beltrão de Queiroz. Nesta ocasião, o prefeito fez críticas aos adversários na eleição, se referiu ao “nosso candidato” e cenas gravadas no mesmo local foram utilizadas posteriormente no programa eleitoral do candidato Édson Néspolo. Em um vídeo gravado na inauguração do asfaltamento, o prefeito Alceu Barbosa Velho diz:

“Agora, eles posam de bom moço, dizendo que vão revolucionar Caxias, entregaram a Codeca falida, estão entregando este país falido, os fundos de pensões mais um escândalo… Agora não vamos falar desses que foram apeados do poder na marra, só de Caxias? O nosso candidato não tem problema nenhum, anda na rua. Eu sou citado sempre, o Sartori com todas as dificuldades…”.

O “nosso candidato” em questão, Edson Nespolo, foi chefe de gabinete de Alceu Barbosa Velho e também do ex-prefeito José Ivo Sartori, além de ter presidido a Festa da Uva. O juiz eleitoral deu um prazo de cinco dias para que os investigados apresentem resposta às denúncias.

(*) Publicado originalmente no Sul21

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Sobre rsurgente

Jornalista, Porto Alegre (RS), Brasil.
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