“É na escassez que se revela um gênio”, diz novo secretário da Segurança do RS

Em coletiva Sartori anuncia  Cezar Schirmer como novo Secretário de Segurança do Estado. (Foto: Maia Rubim/Sul21)

Em coletiva, governador José Ivo Sartori anunciou Cezar Schirmer como novo Secretário de Segurança do RS. (Foto: Maia Rubim/Sul21)

O governador do Rio Grande do Sul, José Ivo Sartori (PMDB), anunciou na tarde desta sexta-feira (2), no Palácio Piratini, que o prefeito de Santa Maria, Cezar Schirmer (PMDB), será o novo Secretário Estadual de Segurança. “Fiz uma convocação a ele. É uma escolha pessoal, muito própria. É uma pessoa da minha inteira confiança. É a pessoa certa para o momento certo”, disse Sartori, acrescentando que o vice-governador José Paulo Cairoli, que também chegou a ser cotado para o cargo, “continuará integrado nesta tarefa de enfrentar os desafios da segurança pública”. “Espero que Deus nos ilumine nesta missão”, acrescentou o governador. Além de anunciar o novo secretário, Sartori disse que será realizada a antecipação imediata do chamamento de 770 policiais militares e 224 agentes da Polícia Civil.

Schirmer relatou que recebeu o convite de Sartori na manhã desta sexta-feira e que conversou com sua família antes de aceitar. “Somos amigos de muitas décadas. Seria impossível deixar de atender uma convocação de Vossa Excelência e as minhas filhas me disseram para aceitar. Tenho confiança que há solução para os gravíssimos problemas de segurança pública que enfrentamos. Se não tivesse essa confiança não teria aceito o convite. Neste momento grave que o Rio Grande e o País enfrentam, não há lugar para covardia ou frouxidão”, afirmou o prefeito de Santa Maria, que deverá renunciar ao cargo antes de assumir a secretaria.

Cezar Schirmer definiu a situação de insegurança como uma guerra. “O problema é gravíssimo não só aqui, mas em todo o brasil. Somos prisioneiros em nossas casas”, assinalou o secretário que preferiu citou números nacionais da insegurança. “Temos hoje no país 60 mil assassinatos e 50 mil mortos no trânsito por ano. Não me refiro a números do Rio Grande do Sul porque quero inserir esse problema no quadro nacional. São pais que perderam seus filhos, são filhos que perderam seus pais. Não são meros números ou estatísticas, mas sim famílias destruídas pela violência e pela guerra. Estamos perdendo essa guerra. Uma das minhas missões será evitar que a burocracia impeça que as medidas determinadas pelo governador Sartori sejam executadas”.

O novo secretário citou uma expressão chinesa para ilustrar como pretende enfrentar os desafios da Segurança Pública: “É na escassez que se revela um gênio. O povo não suporta mais soluções tradicionais como aumentar impostos. Precisamos de soluções criativas e novas parcerias. Nem tudo é dinheiro. Não vou ficar repetindo soluções tradicionais, batendo à porta da Secretaria da Fazenda. Precisamos fazer uma parceria com toda a sociedade para enfrentar essa guerra”, disse ainda Schirmer que elogiou o que chamou de “trabalho notável de ajuste fiscal” implementado pelo governo Sartori.

Indagado sobre que soluções criativas seriam estas, ele pediu um tempo para tomar conhecimento dos principais problemas da pasta que vai assumir. “Até às 10 horas da manhã de hoje meu foco era o da minha cidade. A partir de agora vou me aprofundar e me encharcar de informação sobre a segurança. A imprensa gaúcha, que é um exemplo de imparcialidade e isenção, não ouvirá de mim explicações, omissões ou transferências de responsabilidades”, prometeu.

O governador Sartori foi questionado por um repórter da rádio Gaúcha sobre a associação do nome de Schirmer com a tragédia da boate Kiss, em Santa Maria, e se isso não poderia prejudicar a missão de enfrentar a “guerra” da segurança pública. “Conheci de perto o episódio Kiss e vi o constrangimento e tudo o que aconteceu. Nós compreendemos isso. Eu era prefeito de Caxias na época e fui levar minha solidariedade ao prefeito de Santa Maria. O Schirmer é um homem reto, digno e responsável. Não tem qualquer condenação contra ele nem nada que o desabone”. Ao final da coletiva à imprensa, Schirmer também abordou esse tema e fez um pedido aos jornalistas: “Esse tema ainda me angustia muito. Faço um pedido a vocês. Me deem um voto de confiança”.

(*) Publicado originalmente no Sul21

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