“A intolerância política contaminou os ambientes e a UFRGS não ficou fora disso”

Edilson Nabarro: “Estamos vivendo uma agudização dos atos de intolerância dentro de um contexto mais geral de crescimento da intolerância no país”.

Edilson Nabarro: “Estamos vivendo uma agudização dos atos de intolerância dentro de um contexto mais geral de crescimento da intolerância no país”.

A Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) viveu nos últimos meses alguns preocupantes episódios envolvendo denúncias de racismo, homofobia, machismo, intolerância e discriminação. A agressão sofrida por Nerlei Fidelis, estudante cotista indígena de Medicina Veterinária na UFRGS, na madrugada do dia 20 de março, em frente à Casa do Estudante, no centro de Porto Alegre, acendeu o sinal de alarme. Mais recentemente, um coletivo de mulheres denunciou uma série de casos de agressões, por parte de colegas, que estariam sofrendo dentro da Casa do Estudante. Além disso, um grupo de seguidores do deputado federal Jair Bolsonaro é acusado de intervir de forma agressiva e ameaçadora em atividades relacionadas à agenda de direitos humanos.

Preocupada com este cenário, a reitoria da UFRGS acolheu proposta feita pela Coordenadoria de Acompanhamento do Programa de Ações Afirmativas e criou o Comitê contra a Intolerância e a Discriminação, que acompanhará essas denúncias e promoverá debates sobre esses temas dentro da universidade. Diretor do Departamento dos Programas de Acesso e Permanência da UFRGS, o sociólogo Edilson Nabarro foi encarregado de coordenar o comitê que pretende, entre outras coisas, fazer um mapeamento das denúncias de intolerância e discriminação dentro da universidade e trabalhar em conjunto com outras instâncias da instituição para que esses casos não fiquem apenas no plano da denúncia.

Em entrevista ao Sul21, Edilson Nabarro fala sobre a dimensão do problema e sobre o papel que o comitê pretende desempenhar. “Estamos vivendo uma agudização dos atos de intolerância dentro de um contexto mais geral de crescimento da intolerância no país. A intolerância política contra a agenda dos direitos humanos contaminou os ambientes e a UFRGS não ficou fora disso”, assinala. (Íntegra da entrevista)

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Sobre rsurgente

Jornalista, Porto Alegre (RS), Brasil.
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