Levante faz seminário para preparar acampamento nacional que deve reunir 7 mil jovens

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Coletivo Nacional de Comunicação do Levante Popular da Juventude

Inspirados pela história de vida, de luta e resistência de Carolina Maria de Jesus, o Levante Popular da Juventude realizará, entre os próximos dias 21 e 24, o 2º Seminário Nacional Carolina Maria de Jesus, em Belo Horizonte (MG).

O seminário, que reunirá mais de 200 jovens de todo o Brasil, tem como objetivo a preparação para o 3º Acampamento Nacional que tem como lema “A nossa rebeldia é o povo no poder!”, e acontecerá de 5 a 9 de setembro, também em Belo Horizonte, e pretende reunir 7 mil jovens.

Em um momento de crise econômica, política e social no Brasil, onde o governo golpista e entreguista de Michel Temer adotou uma agenda neoliberal e medidas antipopulares, que vem atacando os direitos das trabalhadoras e trabalhadores e ameaçando a soberania nacional, é fundamental que a juventude, que sempre esteve presente nos processos de transformação social em todo o mundo, se organize para lutar em defesa dos direitos do povo brasileiro.

Para Nataly Santiago, da coordenação do movimento, a saída para as crises que enfrentamos passa necessariamente pela construção de um projeto de sociedade, algo que as elites e governantes do Brasil nunca foram capazes de pensar e concretizar. “Superar a crise política só será possível através de mudanças profundas no sistema político brasileiro. Além da necessidade da realização de reformas estruturais, como a reforma agrária, urbana, tributária, entre outras, para melhorar a vida do povo”, comenta a militante.

Carolina Maria de Jesus: catadora de letras e inspiradora de luta

Mulher, preta, favelada, mãe, catadora de lixo e escritora: Carolina Maria de Jesus é nossa homenageada. Foi moradora da favela do Canindé, em São Paulo nos anos 50, catava lixo como forma de garantir seu sustento e de seus 03 filhos, escrevia sua experiência em diários, nos papéis que encontrava no lixo.

Através de uma de uma perspectiva única, a de quem sente na pele a dor e o peso de ser uma mulher negra e pobre numa sociedade que tem bases racistas e machistas, Carolina utilizou os diários para falar das desigualdades sociais e sobre a condição humana. Falou da Cidade, a quem chamou de sala de visitas. Falou da favela, a qual chamou de Quarto de Despejo. Falou da fome, a quem deu a cor amarela.

É dessa mulher, que resistiu, lutou pra comer, pra viver, alimentar e manter vivos seus filhos, que morreu anônima como se não fora ninguém, que buscamos inspiração para resistir, organizar a juventude e lutar pela construção de uma nova sociedade, com novos valores e novas práticas, onde não haja exploradores e nem explorados.

Carolina se mantém viva nas palavras, nas ações, na resistência e no punho erguido de quem luta!

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