Primavera para Cunha: Ópera bufa em um ato

Chacrinha cenário800

Por Ayrton Centeno

Personagens – Mestre de Cerimônias (MC), Juiz 1, Juiz 2, Juiz 3, Juiz 4, Juiz 5, Três Porquinhos, eunucos, Chacrinha, Coro e Orquestra. E ré.

Cenário: Salão imenso. Ao centro, mas perto do fosso e de costas para a platéia, está a ré. Senta-se numa cadeira  isolada dos demais.  Bem adiante, sobre um praticável, situam-se os tronos. Neles se acomodam-se os  juízes. Ao lado de cada um dos tronos, dois eunucos abanam grandes leques, ajeitam-lhes os trajes e lhes levam docinhos aos lábios. Os Três Porquinhos sentam-se no mesmo banco e trocam amabilidades com os juízes. À direita, o coro e a orquestra. À esquerda, em pé, diante de um púlpito, o Mestre de Cerimônias. Atrás, o vasto pano de fundo em azul, verde e amarelo reproduz palmeiras, papagaios, araras, pandeiros, tamborins, mulatas, o Cristo Redentor, a Esplanada dos Ministérios, o Cruzeiro do Sul, o dístico Ordem e Progresso e praias. Na base, é arrematado por cornucópia gigantesca de onde brotam cocos verdes, mangas, abacaxis, bananas, mangabas, araçás, butiás e jabuticabas.

Burburinho de conversas, cochichos e gargalhadas dos juízes. Os Três Porquinhos grunhem, aplaudem e tiram selfies junto aos juízes. A algazarra é interrompida pelas batidas do martelo na madeira.

MC – Respeitável público! Vai começar a sessão! Silêncio no tribunal.

(MC tem cara de rato, pelo de rato, pele de rato e apetite de rato: enquanto fala, rói um naco de queijo. Quando termina de devorá-lo, o que acontece rapidamente, enfia suas mãos imundas no bolso da gabardine não menos imunda e leva outro outro pedaço à boca. Come-o e lambe os dedos.

Orquestra e coro – (Ouve-se então um dedilhar de harpa paraguaia que traz notas bastante conhecidas. É a introdução ao Hino Nacional, aqui sob versão de guarânia).  “Oyeron del Ipiranga los márgenes plácidos/ De un pueblo heroico el brado retumbante/ Y  el sol de la libertad, en rayos fúlgidos/ Brilló en el cielo de la patria en ese instante…”

Todos os juízes e o MC se perfilam, levantam o queixo, colocam a mão no coração e cantam o hino carregando no sotaque guarani. Alguns não contém as lágrimas. Os Três Porquinhos tiram selfies e grunhem.

MC – (vibra novamente o martelo, ao final do hino) Silêncio!  (Apontando para o Juiz 1, chama-o) Príncipe Fernando II  de Barcelona! Inicie o interrogatório!

(O Príncipe Fernando II de Barcelona ergue-se do trono, joga a cabeça para trás e mira-se no espelho prateado, antes de cuspir na ponta dos dedos e alisar as sobrancelhas. Ao levantar-se, gira sua imensa capa azul e amarela com gola de arminho. Nela fulguram os logotipos da Vale, da Telefonica de España, da Globo, da Petrobrax, do HSBC, do Santander, da  Iberdrola, Telecom Italia e outros. Todos porém eclipsados por aquele que cintila na sua coroa, em gás néon, acendendo e apagando. É o da Brasif.)

Juízes e MC – Bravo! Bravo! Bravo!

Coro e orquestra — “Minha vida era um palco iluminado/ Eu vivia vestido de dourado/ Palhaço das perdidas ilusões…”

(Fernando II de Barcelona com um gesto brusco de sua mão direita interrompe a cantoria, revoluteia sua capa multicolorida e se encaminha para a ré. Sob palmas gerais)

Fernando II de Barcelona (dirigindo -se à ré) – Eu vendi a Vale por 3,3 bilhões de reais. E os compradores pagaram com moedas podres! E ainda emprestei o dinheiro pra eles comprarem. Grana do BNDES. Coisa de pai pra filho. Hoje, apesar da crise, o valor de mercado da Vale é de 200 bilhões de reais. Quer dizer, ela vale hoje 60 vezes mais!  Não foi um grande negócio?

(seca) – Não.

Juízes todos juntos –BUUUUUU…(vaias)

Fernando II de Barcelona – Como não? Incrível isso. Como é feia a inveja das pessoas!  Vai dizer agora que você não me admira por eu adquirir deputados por 200 mil reais para…

(seca, um tanto irritadiça) – Não.

Juízes todos juntos de novo — BUUUUUU…(mais vaias)

Fernando II de Barcelona (irritado) – Assim não dá! Não há diálogo! Pra mim chega!

(Abandona bruscamente o interrogatório e retorna ao trono onde o eunuco coloca-lhe uma compressa na testa)

Coro e orquestraCan you hear the drums Fernandoooo?/ I remember long ago/another starry night like this/In the firelight Fernandoooo…”

Fernando II de Barcelona (com um semblante de alívio, falando com o eunuco) – Ufa, essa música do Abba sempre me acalma, Juju.

MC (em voz alta, chama o segundo Juiz)-  É a sua vez, Neves!

(O Abominável Homem das Neves encaminha-se tropegamente para a ré. E o coro engata uma antiga marchinha de Carnaval)

Coro – “Vem cá, seu guarda/ Bota pra fora esse moço/ Que está no salão brincando/ Com pó-de-mico no bolso! (Bis)/ Foi ele! Foi ele sim!/ Foi ele quem jogou/ O pó em mim!”

Abominável Homem das Neves – Você tem um amigo do peito, irmão, camarada dono de um helicóptero com 450 quilos de pasta de cocaína?

–Não.

Abominável  Homem das Neves – Pois eu sim. E sabe o que a PF fez? Nada, nadica de nada.

Coro – “Quem pode, pode/Quem não pode, se sacode”…

Abominável Homem das Neves – Quantos aeroportos você construiu?

– Vários.

Abominável Homem das Neves – Não se faça de desentendida! Quantos aeroportos você construiu em terras de seus parentes?

– Nenhum.

Abominável Homem das Neves– Você me racha a cara! Quantas citações você tem na Lava-Jato?

– Uma coisa da cabeça do Delcí…

Abominável Homem das Neves – Uma? Cacete, eu tenho sete! Sete, minha filha! E eu estou aqui e você está aí! É Brasil x Alemanha: 7×1…

Orquestra e Coro (os músicos introduzem Na Cadência do Samba, tema do antigo cinejornal  Canal 100 e, em seguida, o coro narra) –  “Alemanha tem seis, Brasil tem um. Bola com Muller que entrega para Schurrle, ele penetra pela esquerda da área, ajeita a pelota e….goooolllll. É o sétimo.Sete a um, minha gente”

(Juizes se abraçam, alguns se ajoelham, fazem o sinal da cruz e apontam para o céu. Outros atiram beijos para a platéia)

MC – (Batendo o martelo energicamente) Chega! Venha, juiz 3!

(O terceiro juiz é  um senador devotado à causas nobres como a entrega do Pré-Sal para os americanos. Para tanto, ele se transforma no super-herói  Chevronman.  Seu collant traz o logo da petroleira Chevron no peito. É uma maneira de expressar seu nacionalismo. Chevronman possui uma couraça inviolável que o impede de ser alvo de qualquer denúncia. Como arma usa violentos dossiês, contando com a ajuda de seres rastejantes:  Os Sanguessugas. Porém, como o Super-homem, ele também tem a sua kriptonita. Seu ponto fraco são bolinhas de papel que já lhe causaram terrível traumatismo craniano. Só não ganhou ainda sua graphic novel porque é um super-herói careca).

Coro – “Ele é o bom/ É o bom/ É o Bom /Meu carro é vermelho/ Não uso espelho pra me pentear…”

Chevronman – Minha filha tem empresas em paraísos fiscais, meu genro também, meu primo faturou três estatais de energia na privatização do novel Fernando II.  E meu tesoureiro e de Fernando II recebeu grana grossa em paraísos fiscais. E sua família o que levou?

– Nada.

Juízes – BUUUUU… (vaias)

Chevronman – Você envergonha o nosso país!

Coro – (cantarolando o hino dos EUA) –  “And the star-spangled banner in triumph shall wave/
Over the land of the free and the home of the brave”.

Palmas, gritos, assobios.

MC – Adiante, juiz 4.

(O juiz 4 é o Pastor Malaciano.Todo de branco, ostenta um rolex de três mil dólares no pulso e um anel de ouro cravejado de diamantes no anelar da mão esquerda)

Coro – AAAAleluia! AAAAleluia! AAAAleuia! Aleleleluiaaaaaa…

Malaciano – Aleluia, irmãos! Aleluia! Estamos aqui em missão de fé para resgatar nossa irmã do comunismo ateu, umbandista e satanista.

Juízes e coro– AAAAleluia! AAAAleluia! AAAAleuia! Aleleleluiaaaaaa…

 Malaciano (dirigindo-se à ré) – Minha filha, você sabe que estou vendendo terrenos no céu. Os fiéis compram seu lugarzinho no paraíso e não se preocupam mais com essas coisas bestas como comer, morar, vestir etc. E custa apenas 10% do salário deles. É um programa totalmente espiritual. Cá entre nós, muito superior ao seu Minha Casa, Minha Vida, esse troço materialista em que se queima o dinheiro dos impostos. Chama-se Teu Céu, Meu Bolso.

Coro e Orquestra – “Eu te darei o céu, meu bem/ E o meu amor também/ Eu te darei o céu, meu bem/ E o meu amor também…”

Malaciano (continuando) – E, importante: nenhum cliente reclama! É nota 10 no Procon. Quero fechar uma parceria com o governo para vender o Teu Céu, Meu Bolso para os aposentados, esse pessoal que já tá com um pé na nuvem, sacumé… O que acha?

– Não.

Malaciano – Não? Porque não? Quanta negatividade! Você está possuída! (Ergue um crucifixo em direção à ré) Sai, capeta! Desafasta, Senhor das Trevas! Sai, Jesus está mandando sair! (Malaciano se exalta, grita, se contorce. Em convulsão, cai com a boca espumando.Os eunucos acorrem para arrastá-lo dali)

Coro – “Segura na mão de Deus/ segura na mão de Deus/Pois ela, ela te sustentará…”

MC (batendo o martelo três vezes) – E agora, senhores e senhoras da platéia, com vocês Sua Majestade do Mato Grosso, o Magnífico, o Transcendente, o Incomensurável, o Supimpa… Dom Beiçola!

Dom Beiçola, o Supimpa (com o lábio inferior pendente e lhe roçando a gravata, Dom Beiçola parte para o interrogatório) – Então, a senhora dá suas pedaladas, não é mesmo?

– Sim. Diariamente. É bom pra saúde…

Dom Beiçola, o Supimpa (espantado, olhos arregalados e beiço mais caído) – A ré confessa!  E como são essas pedaladas?

– Bem, na rua, na Esplanada…

Dom Beiçola, o Supimpa – Em plena via pública? Isto é um ultraje, um acinte à esta colenda corte! Nada mais tenho a perguntar! (Dá uma rabanada e sai pisando firme)

MC – E agora, numa deferência especial aos nossos patrocinadores, chamo Os Três Porquinhos! Come on, The Pigs!

Coro (atacando uma canção dos Beatles) –  “Have you seen the little piggies/ Crawling in the dirt?/And for all the little piggies / Life is getting worse…”

Porquinho 1 – Eu sou Marinho, the Pig One.

Porquinho 2 – E eu sou Friozinho, the Pig Two

Porquinho 3 – Prazer, sou Mesquitinha, the Pig Three.

Três Porquinhos – (braços enlaçados, saltitam e cantam a uma só voz) – “Quando veio a ditadura/ Chamamos de “revolução”/ Não teve estupro, morte e tortura / Pra nós foi negócio e religião/ Fraudamos  a inteira verdade/ Manipulamos todo povo/ Foi uma janela de oportunidade/ Que queremos abrir de novo”/ Oh Yeah…

Porquinho Marinho (dirigindo-se à ré) – No fundo, eu nem tenho o que reclamar de você. Que, apesar da pancadaria, não suspendeu a publicidade. Mas, sabe, a gente quer mais, mais grana…

Coro e orquestra (atacando marchinha de Carnaval) – “Ei, você aí?/ Me dá um dinheiro aí!/ Me dá um dinheiro aí!/ Não vai dar?/ Não vai dar, não?/ Pois então vai ver que baita confusão…”

Porquinho Marinho – Na ditadura é que era bom…Que saudades daqueles democratas, o  Médici, por exemplo. Que dormia vendo o Jornal Nacional onde o Brasil era uma maravilha só. Antes da ditadura, éramos uma TV qualquer. Depois, viramos a maioral do país e uma das maiores redes do mundo. Uma mão lava a outra…

Porquinho Friozinho – Pra nós foi uma ditabranda. Ou como o Pinochet disse antes da ditadura dele mesmo: “uma dictablanda”. (Suspirando) Veja só, agora me bateu uma saudade do velho e bom Pinocha…Que simpatia, sempre distribuindo pirulitos e contando aquelas suas piadinhas sobre esquartejamentos… Mas voltando à nossa ditabranda: ela era tão legal que a gente cedia as camionetes do jornal pra caçar subversivos. Claro, depois o Fleury levava os presos pra uma cervejada no Deops, iam jogar biriba, falar de mulher, jogar conversa fora. Quando tavam mais pra lá do que pra cá, cada um ia pra sua casa, todos bem chumbados. É por isso que apelidaram de Anos de Chumbo. Pura farra.

Porquinho Mesquitinha – Foi tão legal quando os tanques impicharam o Jango que o nosso jornal deu uma festa para receber os golpis…quero dizer os heróis do 31 de março. Na verdade, a gente tava conspirando com os milicos muito antes. Mas sem atrapalhar a nossa isenção e a sagrada missão de bem informar…

Três Porquinhos (cantando juntos e gesticulando numa paródia de As Cantoras do Rádio) – “Nós somos os donos do rádio/ Levamos a vida a enganar/ Com jornal e TV te dopamos/ Pra nossa conta engordar…”

– Um dia isso acaba…

Porquinho Marinho – Tem gente que trabalha pra gente e pensa que pensa. Quando o que eles pensam que pensam são os nossos pensamentos…

– Um dia eles se dão conta…

Três Porquinhos (ainda cantarolando, de braços dados, e requebrando) – Tem gente do nosso lado/ São servos que se acham parceiros/ Mas tão mesmo é atolados / Metidos no fundo do cativeiro…”

MC – (Batendo violentamente o martelo) Basta! Já temos o veredito?

Juízes e Três Porquinhos – Siiiiiimmm!

MC – (um dos eunucos lhe alcança um papelzinho, ele olha para o papel, olha para os juízes, olha para a platéia, dá um sorriso e anuncia) …And the Oscar goes to…

Juízes & The Pigs caem na gargalhada.

MC – Por decisão unânime, a ré é considerada… culpada!  Será removida e isolada. É indigna de conviver conosco pelo risco de contaminar a integridade, a decência e a pureza desta corte. Ela pode nos corromper! Levem a maldita!

Rapidamente, a ré é retirada aos trambolhões. Sob vaias e zombarias dos juízes.

MC – (logo após a saída da ré, ele se abaixa atrás do púlpito e, instantes depois, quando reaparece ostenta um chapéu-turbante de flores, frutas, penas, laços e laçarotes, acima do qual tremula uma bandeirinha do Brasil. Com um movimento dos ombros, desvencilha-se da gabardine. Além de muitos colares e pulseiras, usa apenas um bustiê verde e amarelo e um shortinho justo. Depois das pernas peludas, surgem seus pés que calçam sapato-plataforma de 20 centímetros. Dá dois passos na direção dos juízes, ergue os braços em oferenda e lhes atira beijos. Há uma explosão de euforia entre os juízes e os porcos)

Juízes and The Pigs (assobios, gritos, aplausos)- “Que pedaço de mau caminho!”  exclama um deles. “Uma nora como essa é que minha mãe queria pra ela!”, diz outro. ”Vai ser boa assim lá em casa”, grita um terceiro.

MC – (Sorrindo, piscando e revirando os olhos, sai rebolando pelo salão, braços abertos, cantando) – “Godot, Godot,  Godot/ Tô esperando por você/ Fugiu, refugou, amarelou/ Quero ver  você vir me prender…” (bis) Quero ver você vir me prender…”

Juízes e Três Porquinhos – (cantam para o MC, enquanto fazem evoluções ao fundo) “Eu não presto mas eu te amo/ Eu não presto mas eu te amo…”

Coro e Orquestra  (rufar de tambores e entra a canção) – “Eu te amo, meu Brasil, eu te amo/ Meu coração é verde – amarelo – branco – azul – anil/ Eu te amo, meu Brasil, eu te amo/ Meu coração é verde – amarelo – branco – azul – anil…”

Dom Fernando II de Barcelona desce do trono e agarra os quadris do MC. Os demais seguem o exemplo e  logo o trenzinho se forma serpenteando pelo salão.Todos cantam a música de Dom e Ravel.

MC, juízes  and  The Pigs  – “Eu te amo, meu Brasil, eu te amo/ Meu coração é verde – amarelo – branco – azul – anil/ Eu te amo, meu Brasil, eu te amo/ Meu coração é verde – amarelo – branco – azul – anil…”

Chacrinha – (É o palhaço Tiririca que emerge no fundo do palco) – “Offshores!”, “Contas em Liechtenstein!”,  “Contas em Liechtenstein!”,  “Empresas fantasmas nas Ilhas Virgeeeeenns!”, “Contas secretas na Suíçaaaa!”,“Propinaaaasss!”, “Esquemões da Fiesp!”. Quem vai quereeeer?”

MC, Juízes e porcos  – “Eu, Eu,Eu,Eu,Eu,Eu, Eu, Eu e Eu também”.

Coro – “Abelardo Barbosa/ Tá com tudo e não tá prosa/ Menino levado da breca/ Chacrinha faz chacrinha/ na buzina e na discoteca…”

Chacrinha – (dirigindo-se à platéia) – “Olha o bacalhau! Vocês querem bacalhau ”

Coro – “Ô Teresinha, Ô Teresinha/ É um barato/ o cassino do Chacrinha..”

(O trenzinho forma um anel, sempre girando em torno do Chacrinha. Centenas de balões caem do teto, junto com uma chuva de confetes e serpentinas. Spots jogam e cruzam fachos de luzes verde-amarelas. Fogos de artifício espoucam iluminando o cenário)

Coro, Orquestra, MC, juízes e porcos (retomando a canção e marchando, braços enlaçados, diante da platéia) – “Eu te amo, meu Brasil, eu te amo/ Meu coração é verde – amarelo – branco – azul – anil/ Eu te amo, meu Brasil, eu te amo/ Meu coração é verde – amarelo – branco – azul – anil…”

A fanfarra continua e o pano se fecha lentamente.

A platéia se entreolha.

E chora.

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Sobre rsurgente

Jornalista, Porto Alegre (RS), Brasil.
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