Folha assume o golpe

Folha de S.Paulo emprestou seus carros para órgãos de tortura da ditadura implantada no Brasil pelo golpe de 64.

Folha de S.Paulo emprestou seus carros para órgãos de tortura da ditadura implantada no Brasil pelo golpe de 64.

Caco Schmitt

Em um editorial que entra para a história mundial como uma das páginas mais vergonhosas da imprensa, a FSP pede a renúncia de Dilma e de Temer. Publicado às 17h do sábado, 2 de abril, lá pelas tantas afirma: “Esta Folha continuará empenhando-se em publicar um resumo equilibrado dos fatos e um espectro plural de opiniões (nota minha: ahahahahahahhh), mas passa a se incluir entre os que preferem a renúncia à deposição constitucional”.

Como todos os veículos a serviço do golpe (Globo, Veja, Isto É, Época, Estadão…), a FSP acusou a resposta das ruas e perdeu o rumo e o senso de ridículo. Tira a máscara de falso democrata e assume a sua verdadeira cara: ditatorial, de quem apoiou a ditadura militar de 64, emprestando seus veículos para os agentes da repressão caçar militantes. E, não contente com esse passado vergonhoso e podre, agora trabalha para o golpe às claras, sem meias palavras.

A FSP sabe que o povo não quer golpe e está pressionando os políticos contra a manobra parlamentar, já não tão tranquila assim. Então, afirma no editorial: “Mesmo desmoralizado, o PT tem respaldo de uma minoria expressiva; o impeachment tenderá a deixar um rastro de ressentimento…”. Por isso, pede a renúncia. Até na sua declaração oficial de golpista, a FSP mente, manobra. Minoria expressiva? Milhões estão nas ruas e a cada dia mais e mais… e não é o PT que tem respaldo, é a democracia que a maioria do povo brasileiro não quer ver enterrada por golpistas que se travestem de empresários da comunicação, mas, na verdade, seus negócios se alinham com o dos empresários golpistas da FIESP.

Há muito as empresas de comunicação deixaram de ser empresas de comunicação, são apenas um negócio que envolve telefonia, mineradoras, participação nas migalhas deixadas pelo grande capital internacional. Não defendem a liberdade de imprensa nem o “espectro plural de opiniões” e sim se transformaram num balcão obscuro de negócios sujos que atropelam a liberdade de imprensa e os reais interesses da nação e de seu povo.

A FSP nada mais fez do que se alinhar aos golpistas que querem saquear, de verdade, o País a longo prazo. Empresários fracassados e incompetentes que só sobrevivem sob o guarda-chuva dos especuladores internacionais e das grandes corporações mundiais. Mas, felizmente, ao assumir esta postura, perdeu o disfarce. Agora, o jogo é claro: Isto É, Veja, FSP, Época, Globo formam o PIG (Partido da Imprensa Golpista) e, sem maquiagem nem disfarce, trabalham sem pudor para o fim do governo popular, mesmo colocando o país à beira de uma guerra civil. Cadeia para estes empresários traidores do povo e da Pátria

Este editorial não pode ficar sem resposta. Não vai ter golpe. Não vai ter renúncia. Não vai ter Folha golpista.

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Uma ideia sobre “Folha assume o golpe

  1. wilcosil

    Sou assinante deste jornal há mais de quatro décadas, e, sinceramente, nem nos piores momentos políticos vi ou li um EDITORIAL tão pesado quanto esse que pede, ou melhor dizendo, sugere a renúncia da nossa Presidente e de seu Vice. Não acho que, embora saiba que a função de um editorial e retratar uma situação que transcorre, que caiba a direção de um grande ou pequeno jornal dizer que a ordem institucional tem de ser quebrada, seja a “fórceps”, seja por “sugestão”. Já vivemos isso no passado e a experiência não foi nada boa, ninguém melhor do que os senhores editorialistas para avaliar isso.

    Sou contra a violação da ordem institucional, e, temos, acredito as instituições em funcionamento, e, caso haja, por si só, os “gravames” (as desordens politicas administrativas narradas) previstos na ordem legal, darão o escopo de tudo. Até mesmo por que só iremos crer nessa “DEMOCRACIA BRASILEIRA” se a coisa toda funcionar dessa forma. Só acredito que não cabe ao jornal “FOLHA DE SÃO PAULO” seguir a esteira de muitas publicações no país, as quais perderam a noção do bom jornalismo, se aliar as conspirações, e, ou, trazer mais intranquilidade ao momento social que vivemos; pois, ao contrário confesso aos senhores que: “vamos ficar sem nenhum jornalismo sério no Brasil, já que as opções estão se reduzindo a nada”.

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