Onde está Sartori? Procura-se o governador…

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Nos últimos dias, a população do Rio Grande do Sul assistiu cenas que há muito não via. Na quarta-feira, cerca de dez mil policiais civis e militares, junto com servidores do Instituto Geral de Perícias e da Superintendência de Serviços Penitenciários saíram às ruas da capital gaúcha para denunciar o desmonte da segurança pública. Na mesma semana, os prefeitos de duas das maiores cidades do Estado, Canoas e Porto Alegre, anunciaram que estavam entrando na Justiça para garantir o repasse de recursos à saúde por parte do governo do Estado. O prefeito de Jairo Jorge (PT), de Canoas, foi o primeiro a tomar a iniciativa. Cerca de 24 horas depois, José Fortunati, ao lado do vice Sebastião Mello, do mesmo partido do governador José Ivo Sartori anunciava que estava ingressando com um mandado de segurança para evitar um colapso na saúde.

Na noite do mesmo dia, estudantes e professores da Escola Protásio Alves, bloquearam a avenida Ipiranga, em Porto Alegre, em protesto contra a insegurança no entorno da escola. Na noite anterior, um estudante foi esfaqueado na escola localizada quase em frente ao prédio do jornal Zero Hora. Em meio a esse acontecimento, aguardava-se alguma palavra do governador do Estado à população, mas o que se ouviu foi um silêncio ensurdecedor. Eleito com o slogan “meu partido é o Rio Grande”, José Ivo Sartori mantém-se distante e silencioso diante de todos esses acontecimentos. Enquanto isso, seu marqueteiro de campanha comemorava nas redes sociais a “medalha de prata” conquistada no “Oscar do marketing político”, prêmio concedido nos Estados Unidos, como a “campanha mais surpreendente no Brasil”. A comemoração do marqueteiro contrastou com o silêncio do candidato eleito. Parece que a surpresa maior ficou para seus eleitores. Ou não.

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3 ideias sobre “Onde está Sartori? Procura-se o governador…

  1. maini

    Realmente, o marqueteiro é um profissional competente. Conseguiu vender um produto de qualidade duvidosa, com defeito de fabricação e sem garantia de troca. E ficaram os gaúchos com o “gringo” que mostrou suas garras, logo depois do pleito, sempre escudado por seu fiel secretário da Fazenda e sua “turma da tesoura”.
    Como assinalou Odir Tonnelier, bem no início do governo do gringo, que este iria “demonizar” o governo Tarso e falar na falência do Estado, provocando um situação de caos estudado. No fundo, quer mesmo é vender ativos como a CORSAN, a CESA, BANRISUL e terceirizar o máximo as atividades de Estado.
    Felizmente, a retórica do marqueteiro não me enganou. Saí derrotado do pleito, mas com a consciência tranquila

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  2. Nelson

    O gaúcho já tinha dado provas de sobra de que é, realmente, “o povo mais politizado” deste país, quando elegeu o Brito e a Crusius, para citar só esses dois. Os burros e tabacudos estão no Nordeste, como todos sabemos.
    Pois, não contente, o gaúcho quis ratificar essa sua condições de “mais politizado”: elegeu o Sr que agora ocupa o Piratini.
    O que seria de nós, qual energúmeno estaria ocupando o palácio, se o gaúcho não fosse o “mais politizado”?

    Resposta

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