Projeto que “flexibiliza” uso de agrotóxicos no RS é um retrocesso, dizem promotores

 O promotor Paulo da Silva Cirne, da Promotoria de Justiça Especializada de Passo Fundo, disse hoje (13) que se o Projeto de Lei nº 78/2012, de autoria do deputado Ronaldo Santini (PTB), for aprovado, a legislação ambiental no Rio Grande do Sul sofrerá um retrocesso. Na prática, criticou o promotor, com a aprovação pelo Parlamento, será liberado o uso de agrotóxico em solo gaúcho que não tem permissão em seu país de origem.

Cirne participou, ao lado da promotora Annelise Monteiro Steigleder, da Promotoria de Justiça de Defesa do Meio Ambiente de Porto Alegrem do encontro “Agrotóxico, Receituário Agronômico e Alimento Seguro”, promovido pela Câmara Especializada de Agronomia do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio Grande do Sul (CREA-RS), no Teatro Dante Barone, da Assembleia Legislativa.No encontro, foi aprovada uma moção de repúdio ao projeto que já teve parecer favorável na Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia gaúcha.

Os dois promotores defenderam a necessidade da implantação do rastreamento dos agrotóxicos no país, desde o receituário do produto químico, passando pelo seu uso no cultivo e chegando até o consumidor. Annelise Steigleder também afirmou que o Estado sofrerá um retrocesso na legislação ambiental caso o projeto do deputado Santini seja aprovado na Assembleia Legislativa.

Foto: Celio Romais/MP-RS

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Jornalista, Porto Alegre (RS), Brasil.
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